O Sri Lanka é, sem dúvida, um dos países mais fascinantes que visitei até hoje. Na terra do chá e das especiarias, encontrei paisagens cobertas de mantos verdes de perder de vista, praias dignas de postal, uma história milenar e um povo sempre de braços abertos para quem o visita. Não é de admirar que o seu nome em sânscrito signifique “ilha resplandescente”. A herança portuguesa, deixada no país entre 1505 e 1602, é ainda visível em vários locais, assim como na própria linguagem cingalesa através da partilha de palavras como “bola”, “lenço”, “sapato” ou “camisa”, entre outros. Abaixo encontras um Guia de Viagem sobre o Sri Lanka repleto de dicas úteis para poderes planear o melhor possível a tua visita a este país.


Localização

O Sri Lanka ocupa uma ilha no Oceano Índico com 432km de comprimento e 224km de largura e é o lar de cerca de 21 milhões de pessoas. Está separado da India pelo Estreito de Palk. A capital do Sri Lanka é a cidade de Colombo, localizada na costa oeste do país.


Lingua no Sri Lanka

As línguas oficiais do Sri Lanka são o cingalês (sinhala) e o tamil. Ambas são compostas por palavras com origem nas línguas Árabe, Portuguesa, Holandesa e Inglesa. A língua cingalesa apresenta 2 dialectos diferentes: um na zona central/oeste e outro na zona sul. O tamil apresenta 3 variações: a de Batticaloa, a de Negombo e a de Jaffna. A língua mais falada no país (por cerca de 70% da população) é o cingalês.

O inglês é falado de forma regular por 10% da população. As gerações mais novas comunicam com frequência entre si inteiramente em inglês.

Algumas palavras/frases básicas em cingalês e tamil:

  • Sim = Owu (“Ou”) – cingalês | aːm (“aam”) – tamil
  • Não = (““) – cingalês | Ilːaj (“illai”) – tamil
  • Olá = Halō (“alô“) cingalês | Vaṇakkam (“vanécam”) – tamil
  • Quanto custa? = Kee∙yȧ∙dhȧ? (“qui â da“) cingalês | Idhevvalavu? (“idiavalave”) – tamil
  • Por favor = Ka∙ru∙naa kȧ∙rȧ∙la (“cáruná queralá“) – cingalês | Tajavu seiθu (“tayavu seitu”) – tamil
  • Desculpe = Sa∙maa vén∙nȧ (“sámá ven nâ“) – cingalês | Porukkavum (“porukkavum”) – tamil
  • Muito obrigada = Bo∙hō∙mȧ sthoo∙thi (“bohome isstuti“) – cingalês | Romba nandri (“romba nandri”) – tamil

Clima no Sri Lanka

O Sri Lanka apresenta um clima tropical com 2 estações: a estação seca e a das chuvas. Apesar da reduzida dimensão do país, o clima nas costas Oeste e Sul contrasta com o clima nas costas Este e Norte. As monções afectam as costas Oeste e Sul de Maio a Setembro e as costas Este e Norte de Outubro a Abril. A melhor altura para visitar o Sri Lanka é assim bastante relativa, já que as costas Oeste e Sul são melhor apreciadas de Dezembro a Março e as costas Este e Norte de Abril a Setembro. No entanto é importante ter em conta que, apesar destas informações, o clima no Sri Lanka consegue ser extremamente imprevisível.

A época alta verifica-se de Dezembro a Março, sendo o país invadido por turistas europeus que fogem das temperaturas mais frias. O Natal e o Ano Novo são alturas em que o Sri Lanka é muito procurado, assim como os meses de Julho e Agosto altura em que decorre a época dos festivais.

As zonas mais altas do país apresentam temperaturas mais baixas ao longo do ano com médias entre os 16º e os 20º. As zonas costeiras atingem médias anuais de 27º chegando aos 33º de Março a Junho.


Dinheiro no Sri Lanka

A moeda do Sri Lanka é a rupia cingalesa. Vê as taxas de câmbio aqui.

Existem caixas de multibanco (ATMs) espalhadas por todo o país, com maior volume nas cidades de maior dimensão/mais populadas. Normalmente aceitam VISA ou MASTERCARD, embora tenha tido alguns problemas em Colombo. O único banco onde consegui levantar dinheiro no meu último dia lá foi no Commercial Bank. Existe uma taxa de 300 rupias por transacção (à qual terás de acrescentar as taxas normalmente aplicadas pelo teu banco).

Existem vários locais onde poderás trocar dinheiro no Sri Lanka, sendo os USD, o Euro e a GBP as moedas mais largamente aceites. Poderás fazê-lo em bancos ou nas várias casas de câmbio existentes, assim como em alguns hotéis (embora neste caso as taxas de câmbio possam ser menos boas e acarretar taxas adicionais).

Na maior parte dos restaurantes existe uma taxa de serviço entre os 10 e os 15% sobre o valor da fatura, pelo que a gorjeta é uma prática pouco comum no Sri Lanka.

Preços médios:

  • 1 refeição num restaurante local: 300 a 600 LKR
  • 1 refeição num restaurante turístico: 800 a 1000 LKR
  • Pequena deslocação de Tuk Tuk (dentro da cidade): 150 a 300 LKR
  • Deslocação de Autocarro: 40 a 350 LKR
  • Deslocação de Comboio (2ª classe reservada): 90 a 400 LKR
  • Garrafa de Água 1,5lt: 80 LKR
  • Tarifa num alojamento low-budget: 1500 a 4000 LKR
  • Tarifa num alojamento nível médio: 4000 a 20000 LKR

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Visto para o Sri Lanka

Não existe isenção de visto para o Sri Lanka quer para cidadãos portugueses, quer para cidadãos brasileiros. De forma a evitar tempos de espera mais prolongados no aeroporto à chegada, recomenda-se a obtenção de uma autorização prévia de entrada no Sri Lanka por via online. Eu usei o site ETA Sri Lanka. No mesmo dia recebi um email com a aprovação de entrada que imprimi e apresentei junto com o meu passaporte à chegada ao aeroporto de Colombo. Esta autorização prévia tem o valor de 35 USD. No aeroporto não será necessário proceder a qualquer outro pagamento adicional.

O visto tem uma validade de 30 dias a contar da data de entrada no Sri Lanka. Poderás solicitar uma extensão de visto junto do Gabinete de Imigração em Colombo, por um máximo de 6 meses. Documentos necessários para o pedido de extensão de visto: formulário oficial (podes fazer o download do ficheiro aqui para poupares tempo, ou preenchê-lo lá), passaporte e uma foto tipo passe. O fee a pagar depende da nacionalidade do passaporte.

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Transportes no Sri Lanka

É possível deslocares-te dentro do Sri Lanka de forma fácil e bastante barata. À tua disposição tens tuk-tuks, autocarros, mini-vans com AC, comboios ou carros privados. Todos têm as suas vantagens e desvantagens. Abaixo dou-te mais algumas informações sobre cada um para que possas escolher os que mais te convêm.

Tuk Tuk

O tuk-tuk é o “táxi” do Sri Lanka. Estão espalhados por todo o lado, quer em grandes cidades, quer em zonas mais rurais e remotas. Em Colombo existem alguns tuk-tuks com taxímetro, mas regra geral terás sempre de negociar a tarifa antes de iniciares a viagem. Uma boa forma de teres uma noção do preço correcto: os tuk-tuks com taxímetro cobram 50 rupias por km, se tiveres o teu GPS à mão (a app maps.me é uma boa opção) calcula o número de kms até ao teu destino, multiplica por 50 e aí tens o preço justo para a tua deslocação. Normalmente dentro das cidades/localidades, paguei entre 150 a 300 rupias.

Autocarro

O autocarro leva-te a qualquer lado dentro do país. Para deslocações entre cidades poderás ter de apanhar o autocarro nos terminais (é a melhor forma de arranjares lugar sentado). Existem sempre vários autocarros a saírem de 5 em 5 ou de 30 em 30 minutos para vários destinos. O bilhete é pago no interior ao assistente do condutor. Existem 2 opções: as mini-vans com ar condicionado e os autocarros normais. As mini-vans oferecem-te uma viagem um pouco mais confortável mas o bilhete é mais caro e como não há espaço para a bagagem terás de pagar um bilhete extra já que a tua mochila/mala ocupará um lugar. Os autocarros têm normalmente um espaço para bagagem na traseira e, apesar da viagem não ser tão confortável como nas mini-vans, é o transporte que te fica mais em conta. Para deslocações dentro das localidades podes mandar parar os autocarros a qualquer momento na estrada para entrares, não existem propriamente paragens. Ah, tem em conta que viajar de autocarro no Sri Lanka implica veres a tua vida a passar em frente dos teus olhos umas quantas vezes. Os condutores são completamente alucinados e acham que estão constantemente a conduzir numa pista de rally.

Comboio

Andar de comboio no Sri Lanka é uma das melhores experiências que podes ter no país. Permite-te ter contacto com a população local, viajar de forma barata e apreciar as magnificas paisagens que este país te oferece, em particular nos trajectos entre Colombo e Kandy, Kandy e Ella e Colombo e Galle. Podes confirmar os horários dos comboios através do site oficial Sri Lanka Railways, mas não é possível comprar os bilhetes online, a não ser que o faças através de uma agência de viagens. Não cheguei a usar nenhuma agência, pelo que não te posso recomendar uma em particular. Para estas rotas em particular é importante que compres os bilhetes com a maior antecedência possível, no mínimo entre 2 a 3 dias. Poderás escolher entre as carruagens com lugares reservados e as sem lugares reservados (2ª ou 3ª classe).No site Seat 61 encontras info mais detalhada sobre as rotas e os tipos de comboios e carruagens existentes.

Carros Privados

Nas zonas de maior procura turística é fácil encontrares carros privados para te deslocares para outra zona. Caso queiras poupar tempo e viajar de forma mais cómoda, esta poderá ser uma boa opção, mas bastante mais cara. Por exemplo: uma deslocação de 90km de carro privado de Ella para Tissa (perto do Parque Natural de Yala) custava 8500 rupias (cerca de 53€). Para reduzir os preços a maior parte dos viajantes que escolhe este tipo de transporte procura outros viajantes com quem dividir o transporte.

Aluguer de mota

Podes sempre alugar uma mota (algo que fiz quando lá estive) para pequenas deslocações dentro das localidades. Não te aconselho no entanto a percorreres o país desta forma, especialmente se não tiveres muita experiência a conduzir motas neste tipo de países. O trânsito é caótico (como em qualquer país asiático) e esta seria uma aventura bem perigosa. O aluguer de uma mota fica a cerca de 800 rupias por dia (aproximadamente €5).


Cuidados de Saúde no Sri Lanka

A única vacina obrigatória para quem visita o Sri Lanka é a da Febre Amarela e apenas para quem vem de países com elevado risco, como por exemplo o Brasil. Existem no entanto outras vacinas recomendadas pela CDC para a maioria dos viajantes como a da Hepatite A e a da Febre Tifóide. Estas recomendações obviamente não dispensam a consulta de conselho profissional através de uma Consulta do Viajante.

Algumas recomendações importantes:

  • Usar bastante repelente quer de dia quer de noite (existe Dengue no país e o mosquito ataca mais durante o dia);
  • Beber sempre água engarrafada
  • Retirar a pele da fruta antes de comê-la, especialmente se comprada na rua ou comê-la cozinhada.
  • Se a tua refeição consistir em peixe, certifica-te que se encontra bem cozinhado antes de o comeres.
  • Se tiveres de andar no meio de vegetação densa depois de uma chuvada, opta por usar calças. As sanguessugas normalmente aparecem depois da chuva e aguardam agarradas à vegetação por uma “presa” a que se agarrarem.

Recomendo que faças um seguro de viagem antes de partires para o Sri Lanka. Desde as más condições das estradas, à condução alucinada dos condutores de autocarro e tuk-tuk, às fracas condições de higiene de alguns destinos: existe uma maior probabilidade de poderes ter algum azar durante a viagem. Eu costumo recomendar o que uso normalmente, o seguro da World Nomads, um dos mais completos do mercado. Para mais info lê este artigo.


O que comer no Sri Lanka

A comida no Sri Lanka é uma das mais picantes e condimentadas que tive a oportunidade de experimentar na Ásia. Não interessa a quantidade de vezes e a intensidade com que dizes “no spicy” (sem picante) ao pedires o teu prato: podes ter a certeza que virá sempre picante. Mas é sem dúvida uma das gastronomias mais interessantes e saborosas de todas as que já experimentei.

O Kothu Roti é um dos pratos tradicionais do Sri Lanka e é absolutamente delicioso. Consiste numa mistura de vegetais com Roti (pão) cortada em pedaços pequenos por 2 lâminas que produzem um dos sons mais característicos do país. Se procuras alternativas económicas para as tuas refeições, mergulha no mundo dos Rotis: uma espécie de pão achatado que poderá ser servido simples ou com vários recheios. Por todo o lado no país encontras as famosas Roti Shops, onde são confeccionados Rotis de todas as formas e feitios: de galinha, de vegetais, de ovo, de chocolate, de banana… Normalmente os preços rondam as 250 a 350 rupias por Roti (entre €1,50 a €2,50). O caril é também outro dos pratos tradicionais cingaleses, sendo o Caril de Galinha um dos mais famosos (mas atenção ao picante.

Não podes sair do Sri Lanka sem experimentar também um pequeno-almoço tradicional. Juro-te que ficas cheia quase até meio da tarde. Para além dos elementos tradicionais dos pequenos-almoços ocidentais (torradas, sumo, ovos…), é-te também servido um banquete de caril (normalmente de batat), egg hoppers (uma massa feita de leite de côco e farinha, com um ovo em cima), string hoppers (a mesma massa mas em fios e sem o ovo) panquecas recheadas com coco e mel e uma tigela à parte com Sambol de Côco para polvilhares por cima da comida (côco ralado com leite de côco, limão e sal). Tudo delicioso, prometo!

Vê também o artigo 10 Pratos típicos do Sri Lanka a não perder.


O que visitar no Sri Lanka

Colombo

A capital do Sri Lanka está localizada na costa Oeste do país e, como todas as grandes cidades na Ásia, é uma cidade com um trânsito caótico e um estilo de vida intenso. Os grandes arranha-céus contrastam com a herança arquitectónica de centenas de anos espalhada pela cidade, composta por antigas casas coloniais, igrejas de inspiração europeia (portuguesa, holandesa, britânica) e estruturas militares centenárias. É um destino que contrasta largamente com o ambiente mais modesto, rural e humilde do resto do país. Confesso que não foi um dos meus locais preferidos no Sri Lanka (talvez por tê-lo deixado para o fim) mas merece sem dúvida uma visita, nem que seja de um dia. Em Colombo recomendo o Hotel ACA onde fiquei uma noite.

Guia de Viagem Sri LankaKandy

A cidade de Kandy está localizada no centro do Sri Lanka e foi, em tempos, a capital do país. Inserida no meio de plantações de chá, montanhas densamente florestadas e caracterizada pelo grande lago à volta do qual foi estabelecida, Kandy é também o lar de um dos maiores templos do Sri Lanka e um dos mais importantes da religião budista: o Templo do Dente Sagrado, que se diz albergar um dente de Buda. A viagem de comboio de Colombo para Kandy é uma experiência especial só por si, oferecendo paisagens magnificas pelo caminho. Em Kandy, a nível de alojamento, recomendo a Gruhaya Boutique Villa, onde fiquei por 2 noites.

Guia de Viagem Sri LankaElla

A viagem de comboio de Kandy para Ella é, sem dúvida alguma, um dos pontos altos de uma viagem no Sri Lanka. As paisagens são de tirar o fôlego: colinas, vales e montanhas cobertos por um manto verde de perder de vista. A cidade de Ella é um paraíso para amantes de caminhadas e trekkings. Lá poderás subir até ao topo do Little Adam’s Peak ou até ao topo do Ella’s Rock, estar perto de cascatas ou assistir ao comboio a passar por cima da magnifica Nine Arches Bridge. As caminhadas pela linha de comboio (apesar das placas de proibição na estação de comboios) fazem também parte da experiência. Em Ella recomendo o hotel Ella Rock House, onde fiquei por 3 noites.

Nuwara Eliya

Nuwara Eliya foi em tempos um refúgio para os britânicos e escoceses que trabalhavam na indústria do chá no Sri Lanka por, devido à sua elevada localização nas colinas, oferecer temperaturas mais frescas do que no resto do país. Aqui encontras cascatas, plantações de chá, parques e jardins, campos de golfe e pistas de corridas (caso sejam do teu interesse), sendo também uma boa base para exploração do famoso World’s End, no Parque Nacional de Horton Plains.

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Foto de http://www.therock.lk

Adam’s Peak (Sri Pada)

O Adam’s Peak é um dos mais importantes locais de peregrinação religiosa do mundo. Todos os anos, de Dezembro a Maio, milhares de peregrinos acorrem a esta montanha com 2,243 de altura, para subir os 5000 degraus que levam até ao topo. No topo encontra-se uma pegada sagrada. Os budistas alegam que é uma pegada de Buda, os hindus de Shiva e os católicos de Adão. Seja de quem for a pegada, a vista do topo (principalmente ao amanhecer) é absolutamente magnífica. As caminhadas são normalmente iniciadas de madrugada, por volta das 2h/3h da manhã, sendo o topo alcançado um pouco antes do nascer do sol, pelas 5h. Para evitar o “trânsito” típico da época da peregrinação, aconselha-se a fazer a caminhada no período entre Junho e Outubro, no entanto nessa altura, o caminho não se encontra iluminado, sendo necessário levar uma lanterna. É possível ir parando pelo caminho para ir ao wc ou para beber um chá quente. A cidade de Hatton é uma boa base para a sua exploração.

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foto de Srilanka Travel

Arugam Bay

Se o surf é a tua paixão então Arugam Bay não pode faltar no teu roteiro de viagem pelo Sri Lanka. Localizado na costa Este, é considerado o melhor spot de surf do país. A localidade em si é bastante pequena, com apenas algumas centenas de habitantes, oferecendo um ambiente mais calmo e descontraído. A época alta decorre de Junho a Outubro.

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foto de: Youtube

Triângulo Cultural

O Triângulo Cultural do Sri Lanka é composto por Anaradhapura, Polonnaruwa, Dambulla e Sigiriya. São destinos a não perder numa visita a este país, pela sua importância a nível histórico e cultural. Sigiriya foi mesmo um dos pontos mais altos da minha viagem pelo país. Em Dambulla encontras o Golden Temple e o fabuloso Cave Temple, repleto de figuras e pinturas religiosas que habitam estas grutas desde o século I. Em Polonnarwua e Anaradhapura tens a oportunidade de visitar uma série de ruínas milenares históricas e em Sigiriya encontras a famosa Lion’s Rock: um rochedo com cerca de 360mt onde no topo ainda é possível ver as ruínas de uma civilização milenar e encontrar uma vista magnífíca sobre a zona envolvente. Eu escolhi ficar em Dambulla para explorar o Triângulo. A nível de alojamento recomendo a Guesthouse Sevonrich Holiday Resort onde fiquei 3 noites.

Praias da costa Sul

À procura de praias dignas de postal? Então segue em direcção às praias da costa Sul do Sri Lanka. Aqui encontras palmeiras gigantes que se dobram sobre o mar, pores-do-sol que nem precisam de filtro no Instagram, peixe grelhado comido com os pés enfiados na areia, água quentinha e ondas quase perfeitas para os amantes de surf. Mirissa, Hikkaduwa, Midigama, Ahangama e Weligama são algumas das praias que encontras neste lado do Sri Lanka. A costa é inteiramente percorrida pela estrada e linha férrea que liga Galle a Colombo, sendo extremamente fácil deslocares-te de zona em zona. A nível de alojamento recomendo a Guesthouse Sooriya Sewana onde fiquei algumas noites em Mirissa e a belíssima Sakara House, onde passei os últimos dias da minha viagem, em Ahangama.

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Galle

Galle é provavelmente uma das mais bonitas cidades do Sri Lanka, senão a mais bonita até. Por todo o lado encontras vestígios da presença e arquitectura colonial portuguesa, holandesa e britânica: desde o forte holandês, construído inicialmente pelos portugueses e fortificado posteriormente pelos holandeses (e a maior fortificação de origem europeia presente na Ásia), até à Catedral de St. Mary (construída por padres jesuitas), o Museu Nacional Marítimo ou o Porto de Galle. Por toda a cidade surgem agora pequenos hotéis de charme, lojas e restaurantes que contribuem para o ambiente mais artístico e sofisticado que esta tem vindo a adquirir. É sem dúvida um destino a incluir no teu roteiro de viagem pelo Sri Lanka.

Guia de Viagem Sri LankaParques Nacionais (safaris)

Se há uma coisa que não falta no Sri Lanka é vida selvagem com abundância, de várias espécies, tipos e feitios. E a melhor forma de teres contacto com esta vida selvagem é através de um Safari num dos vários Parques Naturais espalhados pelo país. O Yala é sem dúvida o mais popular e mais extenso Parque Natural de todos. Localizado na costa Sul, estende-se por uma área com cerca de 978 km2, encontrando-se a 300kms de Colombo. Aqui poderás avistar (entre outros) elefantes, leopardos, ursos, veados, chacais, crocodilos e uma enorme variedade de aves.

Na minha viagem optei por visitar o Parque Natural de Udawalawe, um parque natural com dimensões mais reduzidas, mas que por isso mesmo me ofereceu maiores probabilidades de avistamento de animais. Para além disso, por ser menos popular, pude usufruir de um ambiente mais calmo, com menos turistas e jeeps, no meio daquela natureza pura. Para além destes 2 Parques, tens ainda o Wasgomuwa, o Minneriya, o Kaudulla, o Wilpattu, entre outros. Para visitar o Parque Natural de Udawalawe, fiquei na guesthouse Silent Bungalow (que recomendo) onde acabei por comprar o tour e os bilhetes de entrada. (aconselho que a visita seja feita de manhã para aproveitares o ar mais fresco e uma menor quantidade de turistas)

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E agora só falta desejar-te Boa Viagem! 🙂

Nascida e criada em Lisboa, Portugal, mas apaixonada pelo mundo. Adoro partilhar as minhas histórias de viagem, fotografias e videos e aconselhar e inspirar quem partilha a mesma paixão pelas viagens!