Pai, o refúgio hippie do Norte da Tailândia.

Já tinha ouvido falar da cidade de Pai antes. Chamavam-lhe o refúgio hippie do Norte da Tailândia. Uns elogiavam o seu ambiente descontraído e tranquilo e outros diziam que era uma espécie de pesadelo à la Khao San Road (Bangkok) pela quantidade de backpackers que por lá andam. Decidi ir ver por mim própria.

Sexta-feira foi então dia de pegar na mota, uma scooter 110cc alugada em Chiang Mai, e partir rumo a uma viagem de cerca de 128 km até Pai. Sim, havia a possibilidade de apanhar uma mini-van com ar condicionado por cerca de 150 bahts que levava 3 horas a lá chegar, mas a experiência não seria a mesma. Para melhor e para pior, como pude vir a constatar.

Ainda dentro de Chiang Mai, a polícia de trânsito manda encostar à berma numa operação stop à saída da cidade. Mostra um papel plastificado que referia que os estrangeiros só podem conduzir na Tailândia com carta de condução internacional mas não nos deixa ver aquilo como deve ser. Pois, mas não há carta de condução internacional. “Ah, então vais ter de pagar uma multa de 1000 bahts… Ou então pagas-me a mim alguma coisa e eu deixo-te ir.”. Pois. Claro. Estava-se mesmo a ver.  A meio da conversa, sem chegar a acordo sobre o valor, o tal polícia começa a agarrar na chave que estava na ignição da mota. Ui. “Desculpe, mas não me vai tirar a chave.”. Bem, no final o dito senhor Agente ficou com um sorriso de orelha a orelha com uns bons bahts na mão, e a viagem até Pai pôde continuar apesar da sensação de “azia” que se tinha instalado depois desse encontro.

Cinco horas depois, com algumas paragens pelo meio para descansar as costas e esticar as pernas, numa estrada com subidas e descidas íngremes e curvas beeeeem apertadas, Pai estava à vista. O hotel (chamado Huen Muang Pai) ficava um bocadinho afastado da cidade. Uns bungalows muito confortáveis inseridos no meio da Natureza com uma banda sonora fantástica interpretada por pássaros, geckos e outros animais não identificados. Que tranquilidade, que paz…

Confesso que eu gostei muito da cidade em si. Sim, tem muitos backpackers (e por backpackers entenda-se “pessoas, normalmente muito jovens, que se comportam de forma irresponsável, sem grande respeito pela cultura local ou interesse pelo destino em si”), mas também tem muitas pessoas com uma vertente artística e criativa muito acentuada, que se deixaram encantar pela sua tranquilidade e autenticidade e acabaram por ficar, sem data de regresso. E a sua presença e influência é visível através dos vários detalhes e pormenores de Pai, das suas lojas com produtos originais, da originalidade dos seus edifícios, da magia que se sente no ar. Uma noite, na rua em que estava a jantar ouvia-se os The Doors como banda sonora. Isto já diz muito, não? 😉  E este ambiente é a minha cara. Não podia sentir-me mais em casa.

A natureza que rodeia Pai oferece momentos únicos para quem a sabe aproveitar. Desde grutas de nos deixarem de boca aberta como a Tham Lod Cave, a cerca de 30 kms de Pai, a nascentes de água quente, cascatas e até o famoso Canyon de Pai, o local ideal para apreciar um pôr-do-sol deslumbrante.

A Tham Lod Cave foi para mim, o ponto alto. Após o pagamento de 275 bahts que incluía jangada, um guia e uma lanterna, seguiu-se um passeio por uma gruta que muito me fez lembrar a Kong Lor Cave, no Laos. Dentro da gruta não há luz absolutamente nenhuma. A única forma de vermos alguma coisa é mesmo à luz do candeeiro a petróleo levado pela guia, que apesar de ter um inglês nível 0 e ficar com um ar impaciente sempre que se pára para tirar fotos (talvez por ter medo que o petróleo do candeeiro acabe, ou então está apenas farta de fazer aquilo 20 vezes por dia), nos leva a ver as várias atracções lá dentro como estalactites, estalagmites e outras coisas terminadas em “ites”,  rochas que se parecem com macacos e crocodilos, e até uma pintura que se diz pré-histórica. As águas por onde circula a jangada estão cheias de peixes enormes que se aproximam na expectativa de serem alimentados pelos visitantes, e o tecto está repleto de morcegos cujos sons a certa altura são quase ensurdecedores. Que experiência fantástica.

Pai vai ficar registado como um dos meus destinos preferidos na Tailândia. Hotéis decorados com doces gigantes, réplicas de moinhos, cafés encantadores, rodeada por uma Natureza rica e diversificada que nos dá uma sensação de paz e tranquilidade total.

Hei-de voltar. 🙂

Até já!

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Autor

Nascida e criada em Lisboa, Portugal, mas apaixonada pelo mundo. Adoro partilhar as minhas histórias de viagem, fotografias e videos e aconselhar e inspirar quem partilha a mesma paixão pelas viagens!