Ontem foi o último dia em Dambulla. Às 8h da manhã o Chandana, o dono da Guesthouse, deixáva-nos na estrada principal onde passados 2 minutos estávamos a entrar num autocarro de volta a Kandy. Daí sairíamos depois às 11h de comboio para Ella, no centro do país.
Dambulla foi uma óptima base de exploração de Sigiryia e Polonnarwua. Mas de Sigiryia já vos falei na crónica anterior. No dia seguinte, partimos novamente de tuk-tuk para Polonnarwua, mas a viagem desta vez foi bem mais longa: cerca de 60kms de estrada desde Dambulla. É uma cidade repleta de ruínas milenares. São cerca de 5kms a percorrer, todos preenchidos com monumentos interessantíssimos. A melhor forma de explorá-la é, na minha opinião, de tuk tuk. Havia quem o fizesse de bicicleta, mas eu não me atreveria a pedalar nem 1km sob aquele sol abrasador. Confesso que quase no final do percurso já estava um pouco saturada. O cansaço, a fome e o calor talvez tenham sido os grandes culpados. A certa altura já estava um bocado farta de andar a saltar de monumento em monumento.

No regresso a Dambulla consegui finalmente ver elefantes selvagens. O nosso condutor pára de repente na beira da estrada e aponta o dedo para uma zona ao longe onde se encontrava uma família de elefantes selvagens no meio de um campo. Que sensação fantástica a de ver estes animais imponentes no seu habitat natural, em liberdade… acreditem que é a melhor forma de estar em contacto com eles.

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A viagem de volta a Kandy foi feita num dos autocarros locais por 95 rupias. Basicamente apanhámos o primeiro autocarro que passou na estrada. Confesso que o meu batimento cardíaco registou alguns picos durante a viagem. E talvez tenha assistido a alguns flashbacks da minha vida quando ele decidia fazer ultrapassagens em cima de curvas apertadas. Mas pelo lado positivo, até tivemos direito a um show de magia! A certa altura, entra no autocarro um homem que, após pedir autorização ao condutor, começa um espectáculo de magia para uma audiência de passageiros do autocarro. E não é que se safava bem? Sim senhor. Mereceu bem a notinha que levou no fim.

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Pouco depois chegávamos a Kandy. Abastecidos de fruta, roti (pão cingalês) e água, lá fomos em direcção à estação para apanharmos o comboio que nos levaria até Ella, numa viagem de 6 horas.
Os únicos bilhetes disponíveis (comprados com 3 dias de antecedência) eram para a 3ª classe com lugares reservados. Encontrámos os nossos lugares, que pertenciam a um conjunto de 4 bancos que partilhámos com um casal croata. A carruagem estava cheia de turistas. Se repetisse esta viagem confesso que preferiria viajar em 2ª ou até 3ª classe sem lugares reservados. A viagem poderia ter sido bastante mais rica e interessante se tivéssemos tido a oportunidade de partilhá-la com cingaleses. Os lugares para 2 pessoas em 3ª classe pareciam mais apropriados para 1 pessoa do que para 2, já que quem ficasse sentado do lado do corredor acabava por ter de ficar com uma perna de fora do banco. Resolvi o assunto passando mais tempo sentada na porta do comboio a absorver aquela vista fabulosa. Já me tinham dito que esta era uma viagem fantástica, e felizmente pude comprová-lo. Mantos verdes de perder de vista, plantações de chá e os constantes sorrisos oferecidos por quem via o comboio passar e assistia ao deslumbramento dos seus passageiros estrangeiros, que assistiam a tudo aquilo pela primeira vez.

A chegada a Ella já foi feita de noite. Houve apenas tempo suficiente para encontrar o Hotel reservado na noite anterior, o Ella Rock House (recomendo!), pousar as malas e sair para procurar um sítio para jantar. A escolha não foi fácil porque a oferta é imensa. Mas lá encontrámos um sítio simpático e com comida deliciosa, à entrada da estrada principal.
Escrevo-vos esta crónica já no final do meu primeiro dia em Ella. Mas conto-vos tudo na minha próxima crónica. O que posso dizer é que acho que vai entrar para o top dos meus destinos preferidos dentro do Sri Lanka.

Agora, se me dão licença, está na hora de recuperar as energias com, provavelmente, mais um Kottu Roti.

Até já!

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Autor

Nascida e criada em Lisboa, Portugal, mas apaixonada pelo mundo. Adoro partilhar as minhas histórias de viagem, fotografias e videos e aconselhar e inspirar quem partilha a mesma paixão pelas viagens!